Animais: Como os animais podem lidar com as mudanças climáticas?

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Por causa do derretimento do gelo marinho, quase todos os ursos polares terão desaparecido por volta de 2100. E não somente os ursos polares: muitas espécies estão em risco com as mudanças climáticas.

Terrinha abraçando pinguim

Na verdade, os cientistas agora pensam que o planeta está enfrentando uma extinção em massa, em parte devido às mudanças climáticas. Mas o que isso realmente significa?

Animais, plantas, fungos e bactérias são exemplos de "organismos" vivos. Todos eles têm coisas em comum - como a capacidade de se mover, comer e crescer. Muitos deles provavelmente também serão afetados pelas mudanças climáticas.

Os organismos podem ser agrupados em diferentes espécies. Quando não houver mais indivíduos dessa espécie com vida, chamamos essa espécie de extinta. O "tempo de vida" de uma espécie varia, mas os cientistas estimam que as espécies existam por entre 1 e 10 milhões de anos.

Registro de Extinção

Extinções recentes

Quão mais rápida é a taxa atual estimada de extinção, em comparação com as taxas normais de extinção (calculadas usando fósseis)?


Embora seja natural que espécies se extinguam, a taxa de extinção está aumentando devido às atividades humanas e mudanças climáticas causadas pelo homem.

Taxas de extinção do passado, presente e futuro

Acredita-se que cerca de 1 milhão de espécies de plantas e animais estejam ameaçadas de extinção, em parte porque o aquecimento global está acontecendo muito rápido.

O campo de batalha pela sobrevivência é dificultado por ameaças adicionais de humanos, como poluição e desmatamento, que destroem os habitats de muitas espécies.

Além das extinções completas, está claro que muitos tamanhos populacionais também estão diminuindo globalmente. Entre 1970-2014, o tamanho de mais de 16.000 populações de vertebrados de 4.000 espécies diminuiu 60% em média.

Índice Planeta Vivo

Como é que as mudanças climáticas causam de fato a extinção?

Existem algumas causas-chave, por exemplo:

  • Ondas de calor, como na Austrália, onde 23 000 raposas voadoras morreram de superaquecimento em 2018.
  • Aumento do nível do mar reduz a disponibilidade de terra. Isso significa que os animais podem ter menos acesso a alimentos e áreas de convivência, o que reduz sua chance de sobrevivência.
  • Inundações de água do mar tornam a terra e a água mais salgadas. Isso é problemático para plantas que não estão adaptadas a ambientes salgados, pois faz com que a água seja retirada de suas células, desidratando-as.

O oceano

O oceano desempenha um papel importante em manter as condições na Terra constantes, absorvendo calor e CO₂ da atmosfera. Embora essa proteção possa ser boa para nós em terra, os organismos que vivem no oceano estão sendo afetados debaixo d'água. Vejamos um exemplo:

Recifes de coral são o lar de centenas de milhares, senão milhões, de espécies. Isso os torna alguns dos lugares com maior biodiversidade na Terra.

Os recifes de coral estão cheios de vida

Recifes de coral:

  • Fornece lar para um quarto de todas as espécies de peixes.
  • Protegem as pessoas de inundações e tempestades, quebrando as ondas.
  • Fornecem renda para pelo menos 94 países, atraindo turismo.

Quando estressados pelo aumento da temperatura, os corais ficam brancos e morrem de fome. Isso é chamado de branqueamento de coral.

Branqueamento de coral

Já atingimos 1,0° C de aquecimento. Os recifes de coral são tão sensíveis que se as temperaturas atingirem 1,5° C acima dos níveis pré-industriais, prevê-se que 70 a 90% deles serão perdidos. Se chegarmos a 2° C, quase todos os recifes de coral serão perdidos.

A vida no oceano também é agravada por um problema conhecido como acidificação do oceano: quando o oceano absorve o CO₂ que estamos liberando na atmosfera, ele se torna mais ácido. Isso pode interferir nas reações químicas das quais as espécies oceânicas dependem para sobreviver.

O que as espécies podem fazer?

Para evitar a extinção devido às mudanças climáticas, muitas espécies têm apenas três opções para se manterem vivas.

O que as espécies podem fazer em face das mudanças climáticas?

Ser flexível

Os organismos podem adaptar seu comportamento para sobreviver melhor a diferentes condições.

Por exemplo, inundar a terra com água do mar a torna muito salgada, o que pode desidratar as plantas. Plantas que se adaptam para regular seus fluidos serão mais bem adaptadas para lidar com inundações mais frequentes.

As espécies devem adaptar seu comportamento para lidar com as enchentes

Migração

Até 2050, qual percentual dos ecossistemas terrestres é previsto que possua um clima modificado?


Uma maneira pela qual a vida selvagem pode responder é migrando (movendo-se) para um habitat mais adequado. As espécies estão geralmente migrando em direção aos polos (em 17km por década) ou para o alto (em 11m por década) para atingir temperaturas mais frias.

Migração para os polos

Evoluir

Em escalas de tempo mais longas, podem ocorrer mudanças no DNA do organismo. Quando genes novos e úteis aparecem em um indivíduo, eles podem se espalhar por uma população por muitas gerações.

Quais das seguintes opções poderiam ser adaptações genéticas às mudanças climáticas?


Os organismos estão se adaptando rápido o suficiente?

Infelizmente, é improvável que todas as espécies possam migrar rápido o suficiente para acompanhar as mudanças de temperatura previstas.

Em média, até onde as espécies terrestres precisam se mover a cada ano para acompanhar as mudanças climáticas?


Isso é cerca de 10 vezes mais rápido do que a capacidade das espécies moverem-se durante a mudança climática no final da última era do gelo. Além disso, as espécies podem ficar sem lugar para ir, caso encontrem barreiras ou cheguem ao topo de uma montanha.

Algumas espécies não tem para onde ir quando já estão no topo de uma montanha, presas em uma ilha ou nos polos.
Barreiras geográficas, como grandes extensões de água ou os usos humanos da terra (como terras agrícolas e estradas) separam as rotas de migração mais apropriadas.
Coisas como forma do corpo, níveis de energia e método de transporte podem afetar a velocidade de viagem!

Conclusão

As mudanças climáticas são apenas uma das muitas ameaças significativas à vida selvagem do nosso planeta. A rápida taxa de aquecimento global pode significar que espécies não consigam se adaptar ou migrar rápido o suficiente para sobreviverem. Precisamos diminuir o ritmo do aquecimento se quisermos proteger os ecossistemas e os serviços que eles fornecem aos humanos.

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