Dieta sustentável: O que é uma dieta saudável e sustentável

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Como você pode, como indivíduo, contribuir para resolver o problema das mudanças climáticas? As ações de uma pessoa podem realmente fazer a diferença em nosso planeta? Neste curso, exploraremos as maneiras pelas quais um indivíduo pode reduzir sua pegada de carbono e consideraremos a eficácia dessas ações em nossa luta para resolver as mudanças climáticas. Em primeiro lugar, vamos ver como o que comemos afeta o mundo ao nosso redor.

Nossa alimentação influencia muito as mudanças climáticas, já que 26% das emissões globais de gases de efeito estufa de origem antrópica provêm da produção e distribuição de alimentos, incluindo seu transporte e embalagem. Deve-se notar, no entanto, que o transporte de alimentos representa apenas uma pequena proporção dessas emissões, sendo responsável por 6% das emissões da produção de alimentos na UE e 5,1% nos EUA.

O gráfico a seguir divide os 13,7 bilhões de toneladas métricas de CO₂ liberados pela produção global de alimentos a cada ano:

Emissões de CO₂ dos alimentos divididas por setores

(Nota: a cadeia de abastecimento inclui processamento de alimentos (conversão de produtos da fazenda em produtos finais), transporte, varejo e embalagem.)

Devemos mudar nossa alimentação?

Diferentes alimentos produzem diferentes quantidades de gases de efeito estufa, então faz sentido que mudar nossa dieta possa ter um impacto positivo em nossa pegada de carbono.

Você sabia que, em média, comer 100g de proteína de carne bovina produz 167 vezes mais gases de efeito estufa do que comer 100g de proteína de sementes? Olhe a tabela abaixo para ver a comparação entre alimentos:

(Observação: enquanto cultivar sementes produz mais gases de efeito estufa do que outros alimentos de origem vegetal, substituir campos de cultivo por árvores de sementes aumenta a absorção de carbono da atmosfera, diminuindo, assim, as emissões líquidas totais do produto final.)

Emissões de CO₂ de uma variedade de alimentos

Uma maneira de reduzir sua pegada de carbono é adotar uma dieta baseada principalmente em vegetais. Ao remover os produtos de origem animal de nossas dietas, as emissões de gases de efeito estufa do setor alimentício poderiam ser reduzidas em quase 50%.

Além disso, uma redução considerável nas emissões ainda poderia ser alcançada diminuindo a quantidade de carne que consumimos e mudando para carnes de menor impacto, como frango e peixe.

O impacto da mudança da sua alimentação

Como a nossa comida chega aos nossos pratos?

Embora o transporte de alimentos represente apenas uma pequena proporção das emissões (apenas 6% das emissões das dietas médias na UE e 5,1% nos EUA), ele é considerado um setor que facilmente pode contribuir com a redução das emissões da cadeia de abastecimento alimentar.

O que podemos fazer para reduzir as emissões do transporte e processamento de alimentos?

  • Evite alimentos transportados por via aérea — o transporte em aeronaves de curta distância emite cerca de 1 700 g CO₂/t-km. Em comparação, o transporte marítimo produz a menor quantidade de emissões de gases de efeito estufa por quilômetro, em torno de 2 g CO₂/t-km.
  • Vá direto à fonte — evite alimentos processados, pois o processamento e a embalagem de alimentos usa muita energia.
Dicas para reduzir as emissões da sua alimentação

O quão importante é a quilometragem dos alimentos?

Enquanto reduzir o quão distante nosso alimento viajou pode ajudar a reduzir as emissões em diversos casos, também é importante considerar como o alimento foi produzido, em primeiro lugar.

Por exemplo, em países mais frios, energia é necessária para manter ovinos e bovinos aquecidos. Geralmente, isso não é necessário em países de climas mais quentes.

Por que a quilometragem do alimento por si só não é uma medida eficaz de impacto ambiental

A energia também é necessária para manter os alimentos frescos e frios. Algumas frutas e vegetais são preservados em armazenamento frio por meses para que sejam vendidos fora de temporada.

Claramente, o quão distante seu alimento viajou não é um indicador confiável da pegada de carbono do seu alimento. De fato, para a produção de carne bovina o transporte tipicamente contabiliza menos de 1% das emissões! Nesse caso, não é o local de onde você compra sua carne que torna a pegada de carbono alta, mas a carne em si.

Quais dos seguintes seriam tipicamente as melhores escolhas de alimentos para gerar as menores carbon footprint?


Quão ruim é o desperdício de comida?

O desperdício de alimentos causa cerca de 4,4 bilhões de toneladas de emissões de CO₂ a cada ano.

Qual porcentagem das emissões de gases de efeito estufa é causada pelo desperdício de alimentos?


A perda e o desperdício de alimentos global

Portanto, não devemos pensar apenas nos tipos de alimentos que ingerimos, mas também em quanto compramos e jogamos fora.

O que você pode fazer para reduzir o desperdício de alimentos?


Podemos produzir carne sem usar animais?

E se pudéssemos fazer 80 000 hambúrgueres com algumas células de uma única vaca? Avanços recentes na tecnologia permitiram aos cientistas cultivar carne em laboratório, usando células especiais chamadas de células-tronco.

Como cultivar carne

Carne cultivada, que é a carne proveniente de células-tronco, tem consideravelmente menores emissões de greenhouse gas, uso de terra e água do que a livestock. Você pode saber mais sobre carne cultivada no nosso curso de Alimentos e Agropecuária!

Ainda assim, substitutos de carne de origem vegetal, como o Impossible Burger e o Beyond Meat, têm um impacto ambiental ainda menor do que ambas a carne de livestock e carne cultivada, produzidas de maneira convencional.

Conclusão

Nossa alimentação é uma parte importante de nossas vidas, assim como nosso impacto ao meio ambiente. Ao adotar uma alimentação mais sustentável, podemos contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

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